Esse blog entrou no ar e teve seu tempo de glória no ano de 2008, quando eu estava no último ano de faculdade. Ele era meu (nosso na verdade, éramos três amigas) blog de TCC, que foi um documentário sobre Consumo Consciente (veja todos os vídeos aqui).
Um ano e meio depois, eu voltei para a sala de aula, e estou voltando com esse Blog que ficou abandonado nesse período sabático pós tese.
Comecei hoje o Curso de Sustentabilidade e Responsabilidade Social na GV-PEC. Serão 15 aulas nos próximo dois meses, e pretendo colocar aqui um pequeno resumo das aulas. (a principio nada muito complexo pois serão anotações das aulas, mas sempre que necessário e possível, colocarei alguns textos mais completos).
O coordenador do curso Prof. Reinaldo Bulgarelli abriu a aula, explicando como será o curso, e em seguida tivemos a primeira aula em forma de exposição com a Fernanda Gabriela Borger (também conhecida com Gabi, vista pelos economistas como a administradora que só sabe fazer PPT). Ela apresentou o tema: “Fundamentos de Responsabilidade Social Corporativa”.
Logo de cara me senti em casa, levantei a mão quando ela perguntou quem já tinha assistido o documentário The Corporation. Sim, lembrei das horas gastas na minutagem do DVD para compor a base de referências para o Doc Consumindo.
Confesso que só começou bem, já que de vídeos sobre o tema eu entendo. Mas toda a discussão que veio depois, sobre economia sustentável, modelos de negócios, é uma área pouco conhecida para mim.
Falamos da dupla “Sustentabilidade e Responsabilidade Social”, quem nasceu primeiro, os nomes dados as questões do social, e a não necessária ligação de sustentabilidade apenas com questões do meio ambiente.
Mas ainda em Meio Ambiente, lembramos do caso da British Petroleum, que teve seu CEO demitido após o desastre ecológico. As empresas quase nunca são personificadas, (e talvez seja justamente por isso que elas conseguem se defender na sociedade) mas nesse caso alguém teve que ser o rosto por trás do desastre, e lá se vai um CEO…
Qual a diferença de empresas e Organização Não Governamentais? Empresas olham para si mesma, tem interesse próprio; ONG´s olham para o bem público. Existe uma tendência de pensamento de encarar empresa versus 3º setor. Mas é preciso compreender que hoje existe uma ligação muito forte entre os setores: Ongs precisam do investimento de empresas, que são quase como fadas madrinhas, colocando o dinheiro e sendo quase a única fonte de sobrevivência dessas organizações, e ao mesmo tempo, cobrando relatórios de atividades para justificar o investimento.
Para fechar eu vou voltar em um assunto que conheço mais: consumo, desejos de compra massificados, os jovens do mundo todo recebem os mesmo estímulos da publicidade, há uma tendência da não diversidade cultural, e quando há, estamos preparado para isso? Sobre o consumo infantil, a Gabi falou da necessidade criada dentro das crianças, lembrei do Instituto Alana que também foi entrevistado para o Doc Consumindo.
Ah, claro, não faltou elogios para empresas como a Natura e o Banco Real, hoje Santander. Esse último também já esteve nesse Blog.
Enfim, me senti em casa com todas essas discussões.
Quem venham as próximas.
Parabéns pelo retorno! Conforme for lendo mais sobre o tema, vai se sentir em casa ao usar os termos e debater o que hoje é estranho.
Estarei de olho aqui.
Marcela cada vez mais verde, no sentindo sustentável, claro!